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AFA KIDS

 

Crime
Durante a investigação de um crime, o detetive pergunta:
- Alguma pista?
- Não!
- Nem mesmo um fio de cabelo?
- Não!
- Ótimo! Então prendam o careca!

Para disfarçar...
Uma família estava jantando em um restaurante bem caro, e sobrou muita comida. O pai, com pena de desperdiçar tudo aquilo, mas com vergonha de pedir para o garçom para embrulhar, pagou a conta e disse:
- Por favor, embrulhe a comida que restou. Vamos levar para o cachorro.
Ouvindo isso, as crianças gritaram:
- Oba! Papai vai comprar um cachorro!

Paquera enrolada
Qual é o telefone da sua casa?
R.: Setenta, setenta, e se não der certo "cê tenta de novo".
E fax, você tem?
R.: Sim, é só discar meia, meia, sem sapato.

Cabeça de papel
No quartel, o general fazia perguntas aos soldados.
- Soldado 1, para você o que é a pátria?
- É a minha mãe, senhor!
O general se surpreendeu, mas continuou com as perguntas.
- E para você, Soldado Número 2, o que é pátria?
O Soldado Número 2 respondeu:
- A mãe do Soldado Número 1, senhor.

O sujeito estava jantando e a comida era tão ruim que ele não agüentou e falou para o garçom.
- Por favor, garçom, eu não consigo engolir esta comida! Chame o gerente.
Totalmente calmo, o garçom respondeu:
- Não adianta, essa comida é tão ruim que o gerente também não vai conseguir comê-la.

Eca!
No restaurante, o freguês chama o garçom:
- Tem uma mosca no meu prato!
- É o desenho do prato, meu senhor.
- Mas tá se mexendo!
- Oh! É desenho animado!

Pererê
Um dia a mãe do Saci pediu para ele ir à padaria comprar pão. Antes do Saci sair de casa, a mãe, que estava com pressa, disse:
- Filho, vá num pé e volte no outro!
Só que aí o Saci nunca mais voltou.

Biblioteca
O ladrão entra e fala:
- A bolsa ou a vida!
A bibliotecária responde:
- Qual é o autor?

Os viajantes
Três viajantes iam para o deserto e cada um deles levou uma coisa. O primeiro levou gelo, o segundo levou água e o terceiro, a porta de um carro.
- Por que você está levando água? - pergunta o viajante que levava gelo.
- Se eu sentir sede, eu bebo. E você, por que está levando gelo?
- Se eu sentir calor, me refresco. E você, colega, por que está levando uma porta de carro?
E o outro diz:
- Se eu sentir calor, eu abro a janelinha.

Tomou?
Uma garrafa de leite é colocada junto com outra na escada, logo pela manhã. A primeira garrafa educadamente cumprimentou a outra:
- Bom dia!
E o maior silêncio. A garrafa gentil insistiu:
- Eu disse bom dia!
E a outra finalmente respondeu:
- Cala a boca que hoje eu tô azeda!

Utilidade
Um dia, dois curiosos passavam perto do cemitério, quando avistaram uma fila que se estendia por metros e metros. Decidiram ver o que estava acontecendo, e descobriram três homens carregando um caixão, um cachorro que os seguia e uma enorme fila atrás deles. Um dos curiosos perguntou:
- Quem morreu?
- Minha sogra - disse um dos homens.
E o segundo curioso perguntou:
- Quem matou?
- Este cachorro aí.
- Oh! Me empresta ele?
- Claro. É só entrar na fila!

Militar
O soldado reclama para o comandante:
- Comandante, esta sopa que eu estou tomando está cheia de terra!
O comandante responde:
- Não seja resmungão! Você está aqui para servir a pátria!
Ao que o soldado replica:
- Comandante, eu estou aqui para servi-la, não para comê-la!

Ao telefone
- Alô, gostaria de falar com o Caio, por favor?
- É o próprio.
- Oi Próprio, tudo bem? Será que você pode chamar o Caio?

O dono do mercado estava dormindo. De repente, toca o telefone, às 3h da manhã.
- Seu João, que horas abre o mercado?
- Poxa, isso é hora de ligar? Eu só abro às 8h.
E voltou a dormir. Às 5h, o telefone tocou de novo:
- Seu João, não dá para abrir o mercado mais cedo?
- Você de novo? Não, não dá. Eu já disse que só abro às 8h!
E bateu o telefone. Dali a meia hora, outro toque:
- Seu João, abre o mercado mais cedo, por favor...
- Mas que saco! Por que você quer tanto isso? O que precisa comprar?
- Sabe o que é, Seu João? É que eu estou preso aqui dentro!

O bêbado
Joãozinho estava passeando pela rua, quando de repente um bêbado sentado na calçada fala para ele:
- Ei, menino, como se abre essa latinha de refrigerante?
- Ah, é fácil. É só torcer a tampinha! -disse Joãozinho.
- Ah, entendi. Vai tampinha! Você consegue! Vai, vai! -disse o bêbado.

Na delegacia
Um ladrão conseguiu fugir da sua cela na delegacia. O delegado logo ordenou:
- Bloqueiem todas as saídas!
Depois de uns 10 minutos, chega um funcionário com a notícia:
- Não conseguimos capturar o bandido, delegado. Ele fugiu.
- Mas eu não falei para trancar todas as saídas? - perguntou o delegado.
- Sim senhor, mas aí ele fugiu pela entrada.


Escrito por Sérgio Almeida/ Sun Feb 25 12:20:21 UTC-0300 2007

 

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O ÚNICO DEFEITO DA MULHER

  Texto de Sérgio Gonçalves, redator da Loducca, publicado no jornal da agência.

  "Se uma memória restou das festinhas e reuniões de familiares da minha infância, foi

a divisão sexual entre os convivas: mulheres de um lado, homens do outro.
Não sei se hoje isso ainda ocorre. Sou anti-social ao ponto de não freqüentar
qualquer evento com mais de 4 pessoas, o que não me credencia a emitir juízo.
Mas era assim que a coisa rolava naqueles tempos. Tive uma infância feliz:
sempre fui considerado esquisito, estranho e  solitário, o que me permitia
ficar quieto observando a paisagem.
Bom, rapidinho verifiquei que o apartheid sexual ia muito além das  
diferenças anatômicas.

A fronteira era determinada pelos pontos de vista, atitude e  prioridades.
Explico: no "córner" masculino imperava o embate das comparações e disputas.
"Meu carro é mais potente, minha TV é mais moderna, meu salário é maior, a
vista do meu apartamento é melhor, meu time é  mais forte, eu dou 3 por
noite" e outras cascatas típicas da macheza latina.

Já no "córner" oposto, respirava- se outro ar. As opiniões eram quase sempre
ligadas ao sentir. Falava-se de sentimentos, frustrações e recalques

com uma falta de cerimônia que me deliciava.
Os maridos preferiam classificar aquele ti-ti-ti como fofoca. Discordo.
Destas reminiscências infantis veio a minha total e irrestrita  paixão pelas mulheres.

Constatem, é fácil. Enquanto o homem vem ao mundo completamente cru,

freqüentando e levando bomba no be-a-bá da vida, as mulheres

já chegam na metade do segundo grau. Qualquer menina de 2 ou 3 anos

já tem preocupações de ordem prática. Ela brinca de casinha e aprende

a dar um pouco de ordem nas coisas. Ela pede uma bonequinha

que chama de filha e da qual cuida, instintivamente, como qualquer mãe veterana.

Ela fala em namoro mesmo sem ter uma idéia muito clara do que vem a ser isso.
Em outras palavras, ela já chega sabendo. E o que não sabe, intui.

Já com os homens a historia é outra.
Você já viu um menino dessa idade brincando de executivo? Já ouviu falar de
algum moleque fingindo ir ao banco pagar as contas?
Já presenciou um bando de meninos fingindo estar preocupados com a entrega da
declaração do Imposto de Renda?
Não, nunca viram e nem verão.
Porque o homem nasce, vive e morre uma existência infanto-juvenil.
O que varia ao longo da vida é o preço dos brinquedos.
Aí reside a maior diferença.
O que para as meninas é treino para a vida, para os meninos é fantasia, e competição.
Então a fuga os acompanha o resto da vida, e não percebem quanto tempo eles perdem com seus medos.
Falo sem o menor pudor. Sou assim. Todo homem é assim.
Em relação ao relacionamento homem/mulher, sempre me considerei um privilegiado.
Sempre consegui enxergar a beleza física feminina mesmo onde, segundo os
critérios estéticos vigentes, ela inexistia. Porque toda mulher é linda.
Se não no todo, pelo menos em algum detalhe. É só saber olhar. Todas têm sua graça.
E embora contaminado pela irreversível herança genética que me faz idolatrar
os ícones de cafajestismo, sempre me apaixonei perdidamente por todas as
incautas que se aproximaram de mim.
Incautas não por serem ingênuas, mas por acreditarem.
Porque toda mulher acredita firmemente na possibilidade do homem ideal.
E esse é o seu único defeito."

 Enviado por Arlindo de Almeida Simões

 Escrito por Sérgio Almeida